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2 ouvidos e 1 boca? Escute mais!

Atualizado: 15 de Dez de 2017



Em fevereiro eu e minha esposa nos mudamos para a cidade onde fica a sede da empresa. Logo, mudamos os estabelecimentos que nos prestavam serviços. Isso incluiu o salão que minha esposa frequentaria.

Seguindo a lógica, agendou seu horário no salão que é referência na cidade. Chegando lá, foi muito bem recepcionada e logo encaminhada para o cabeleireiro. Ela tentou explicar como queria o cabelo, enfatizando que odeia cortes de cabelo curto nela. Em momento algum o cabeleireiro perguntou se ela tinha alguma referência, uma foto, enfim, algo que o ajudasse a chegar no corte pretendido. Após terminar o corte, sem questionar e comentar nada, aplicou um produto que ela logo identificou que tinha bastante formol e disse espalhando nas mechas: você está precisando de uma blindagem! É bem rapidinho!


Resultado: minha esposa, com a idade de 35 anos na ocasião, com corte batidinho na nuca, ficou uma adorável senhorinha. E ainda, submetida (sem seu consentimento) a um procedimento com formol. No momento de pagar foi questionada se tinha gostado do resultado, pois ela “estava linda”. Por educação, disse apenas que não gostou, passou o cartão e saiu. Quando vi ela, conheci a expressão mais sincera de ódio e arrependimento que alguém poderia ter.

O pior era ver ela se explicando toda vez que encontrava alguém conhecido. Adivinha o que ela dizia na explicação?

Levou aproximadamente 1 ano para que o cabelo chegasse no comprimento que ela queria. Juro, que não há proposta no mundo que faça minha esposa colocar os pés lá novamente!

Aí fica a questão...

Se o cabeleireiro não tivesse habilidade técnica, você acredita que ele estaria trabalhando no salão mais conceituado da cidade, cobrando um valor 4 vezes maior? Sim, ele é bom na tesoura! O corte que ele fez ficou perfeito (para uma adorável senhora de 70 anos)! O que faltou não foi técnica. Foram ouvidos!

Para o resto da vida (e talvez nas próximas reencarnações), quando alguém citar o nome do referido salão para minha esposa, ela se lembrará em menos de 1 segundo dessa terrível experiência. E não é o cabeleireiro: aliás, ela nem sabe o nome do cabeleireiro. Ela sempre fala no salão x!


Sempre escute o que sua cliente quer.

O cabelo é dela! O corpo é dela!

Lembre-se: toda vez que sua cliente se olhar no espelho, verá ela, e não você! Se a sua cliente sair do salão ou estética sentindo-se melhor do que entrou, ela volta! Se ela sair pior, além de não voltar, ela se sentirá na obrigação de proteger as amigas dela de você! Por que ela simplesmente não quer que as amigas passem pela mesma frustração.

Então, uma conversa bem detalhada antes do procedimento pode ser determinante para a experiência que sua cliente viverá no salão!

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